Migrantes nos centros urbanos
Nas últimas décadas, o processo de urbanização no Brasil aconteceu a partir de um desenvolvimento desigual e injusto. Era e continua sendo a lógica do capital: concentrar a terra, privilegiando o modelo exportador, ao mesmo tempo em que desloca força de trabalho migrante para fábricas, construção civil e outros setores da economia. Desta forma, os migrantes foram e continuam sendo incluídos precariamente nos centros urbanos, sobretudo ocupando os espaços menos valorizados, sem os serviços públicos necessários. Apesar de tudo, os migrantes resistiram com suas culturas, lutaram para conquistar espaços, integraram os movimentos sociais, enfim, lutaram pelo direito à cidade, da qual muitas vezes se viram excluídos. Com o desemprego e o sucateamento dos serviços públicos, fruto das políticas neoliberais, as gerações que se seguiram não alcançaram a cidadania almejada. Jovens se viram sem perspectivas e caíram nas malhas do tráfico ou foram vítimas de todo o tipo de violência, incluindo a policial. Diante destes e tantos outros desafios, o SPM atuou no sentido da organização do povo, no resgate de sua cultura, vivenciando uma religiosidade libertadora;
no trabalho de acolhida,
na busca de alternativas de sobrevivência,
na capacitação e formação, principalmente da juventude,
na luta contra o preconceito e discriminação,
na luta por políticas públicas
na inserção no movimento social, através das parcerias,
enfim, em suas lutas mais amplas por direitos sociais, econômicos, políticos, ambientais e culturais.
Os/as Migrantes inventam e recriam suas raízes e vivem a solidariedade a partir de suas redes.