Semana do Migrante
(S.P.M.) Serviço Pastoral dos Migrantes  
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Semana do Migrante

Por que da Semana?

  Em 1969, o Papa Paulo VI estabeleceu a Celebração anual do Dia do Migrante. 
Os bispos do Brasil colocaram imediatamente a idéia em prática. A data passou a ser celebrada anualmente, sem receber ainda o destaque que lhe é devido. Praticamente até a CF de 1980, que teve como lema "Para onde Vais?" pouco se fez em torno do Dia do Migrante. A realização da CF de 1980 sensibilizou muita gente. 
Em 1985 foi fundado o Serviço Pastoral dos Migrantes e em 1986 passou-se a celebrar a Semana do Migrante. 
A Semana do Migrante é um momento forte de conscientização e de acolhida ao migrante. 
Acontece todos os anos, em âmbito nacional, na terceira semana de junho e acompanha a reflexão da 
Campanha da Fraternidade, retomando o tema sob a ótica das migrações.

Por determinação da 17ª Assembléia Geral da CNBB, o dia Nacional do Migrante é celebrado no dia 25 de junho, quando cair em domingo ou, caso contrário, no domingo imediatamente anterior a essa data. Neste ano, a Semana vai do dia 17 a 24 de junho, que é o Dia Nacional do Migrante.   
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22º Semana do Migrante 2007
Semana do Migrante
Apresentaçao (*)



 






23a. Semana do Migrante (15 a 22 de junho/2008)


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22a. Semana do Migrante


Migração, cultura e vida neste chão


 "Deus viu que tudo era muito bom"


 


A Campanha da Fraternidade deste ano refletiu sobre o tema Fraternidade e Amazônia, tendo como lema: “Vida e missão neste chão”. A 22ª Semana do Migrante, por sua vez, vem refletir este tema sob o enfoque das migrações. A luta contra a migração forçada tem  tudo a ver com a defesa da natureza e das culturas das populações. Por isso, nossa preocupação, além da Amazônia, é também com a defesa dos outros sistemas (chamados biomas) que compõem a geografia do Brasil: o Cerrado, a Caatinga, o Pampa, a Mata Atlântica e o Pantanal. Hoje, estes sistemas estão ameaçados. Junto da  destruição do meio ambiente, culturas são dispersadas, pessoas migram e são super-exploradas.


Na figura do Gênesis, Deus aparece contemplando a beleza da criação “Viu que tudo era muito bom” (Gn.1,31ª). Mas o que presenciamos hoje? Hoje percebemos um progresso predatório cujo objetivo é o lucro sem limites: a poluição do ar, das águas, a devastação das florestas, o avanço destrutivo e concentrador do agro-negócio, o latifúndio, as imposições do mercado mundial para que o país produza mais energia e grãos para os países ricos. Tudo isso faz parte de uma lógica perversa que, em nome do mercado, atropela as culturas, destruindo seu habitat, expulsando populações, provocando migrações temporárias ou definitivas.


Em locais de chegada, os migrantes são usados como força de trabalho barata e rentável. São super-explorados, como no caso da cana-de-açúcar. A exportação de álcool exige que o país multiplique por dez a área de plantio de cana. Dezenas de usinas de álcool já estão planejadas. Terras que antes produziam alimentos irão produzir energia a baixo custo. Enquanto isso, nas cidades, os migrantes fazem parte dos que são empurrados para as grandes periferias, inclusive em áreas de preservação, com poucos ou nenhum recurso para uma sobrevivência digna.


Mas o que anunciar diante desta catástrofe planejada? Há saídas para esta situação?


Somente um processo de educação que promova um modo simples de viver, superando o consumismo. Somente redistribuindo a riqueza concentrada que desumaniza os que dela se apropriaram e impede a vida da maioria da humanidade. Somente tratando a terra como nossa mãe, que não deve ter cercas e nem deve ser objeto de especulação e mercado. É preciso, pois, aprender das várias culturas migrantes; culturas que ensinam produzir sem destruir; culturas de convivência com os chamados biomas. Culturas de raízes indígena e negra; muitas vezes discriminados e excluídos, enfim, culturas que resistem à destruição, ao esquecimento, à migração, pois perceberam que o mundo criado era e é bom!

Secretaria Nacional do SPM







Principais biomas do Brasil


 


A Amazônia - o bioma Amazônia tem uma área de quase 4.200.000 km2 e ocupa a totalidade de cinco Estados: Acre, Amapá, Amazonas, Pará e Roraima -, grande parte de Rondônia (98,8%), mais da metade do Mato Grosso (54%), além de parte do Maranhão (34%) e Tocantins (9%). Cerca de 60% da Amazônia se encontra no Brasil, ocupando quase a metade do território brasileiro. A Bacia Amazônica total ocupa 5% do território da América Latina, com 6,5 milhões de km2 e abriga a maior rede hidrográfica do planeta.


 


O Cerrado - ­o bioma Cerrado tem área de 1.036.000 km2. Ocupa a totalidade do Distrito Federal, quase toda a extensão dos Estados de Goiás (97%) e Tocantins (91 %), mais da metade do Maranhão (65%), Mato Grosso do Sul (61%), Minas Gerais (57%), além de porções de outros Estados. Mas, infelizmente, a destruição deste bioma é gritante, destruição feita por grandes empresas plantadoras de eucalipto, chamadas de "reflorestadoras", tais como: Cenibra, Celig, CVRD, Florestaminas, Usiminas, Plantar etc. O projeto JICA - acordo do Brasil com o Japão para a produção de grãos para exportação - está invadindo todas as chapadas, arrancando o Cerrado, secando as nascentes e plantando "só soja". No Triângulo Mineiro, a devastação já atinge 75% do bioma. Os projetos PRODECER I, II, III usaram, pela primeira vez na história do Brasil, a justificativa de que era possível substituir o bioma Cerrado por grandes plantações de soja sem afetar o ambiente. Diziam: "Só é viável se tiver um mínimo de 300 hectares". Isso levou os pequenos a abandonarem o Cerrado. Um novo projeto para o Brasil deve ser construído também a partir do bioma Cerrado, de sua diversidade, e a partir dos geraizeiros, indígenas, quilombolas, veredeiros, quebradeiras de coco, vazanteiros, chapadeiros, varjeiros, retireiros, pantaneiros e outras identidades.


 


O Pantanal - O Pantanal é o maior manancial de água doce do mundo. Possui grande diversidade em fauna e flora e rica diversidade cultural. No Brasil, o Pantanal abrange uma área de 150.355 km2, com 25% de sua área no Mato Grosso do Sul e 7 % no Mato Grosso. Toda essa riqueza faz com que este bioma seja reconhecido pela Unesco e pela ONU como Patrimônio Cultural da Humanidade. É necessário, então, implementar um conjunto de medidas que garantam sua recuperação e preservação, e que sejam integradas com o bioma Cerrado, já que boa parte dos rios que alimentam o Pantanal nascem naquele bioma. É urgente preservar e recuperar o Pantanal para e com os pantaneiros e pantaneiras, em favor de todo o país.


 


A Caatinga (semi-árido) -  bioma Caatinga tem área de 844.453 km2, que corresponde a


11 % do território nacional e 53% do Nordeste. Ocupa todo o Estado do Ceará e mais da metade do Rio Grande do Norte (95%), da Paraíba (92%), de Pernambuco (83%), do Piauí (63%) e da Bahia (54%), quase a metade de Alagoas (48%) e Sergipe (49%), além de pequenas porções de Minas Gerais (2%) e do Maranhão (1%). A população do Semi­Árido de hoje é de 17 milhões de habitantes, e dela faz parte a maior concentração de população rural do Brasil. Os solos da Caatinga são rasos (0,60 metros, em média). A maior parte do subsolo (70%) é constituída de rocha cristalino, mas são significativas as regiões sedimentares, de solos mais profundos e com presença de importantes volumes de água.


 


A Mata Atlântica - o bioma Mata Atlântica tem área de 1.110.000 km2. Ocupa inteiramente três Estados: Espírito Santo, Rio de Janeiro e Santa Catarina, e 98% do Paraná, além de porções de outros 11 Estados brasileiros: Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Goiás, Mato Grosso do Sul.


 


O Pampa - o bioma Pampa tem área de quase 176.500 km2. Ocupa 63% do território do Estado do Rio Grande do Sul. "Pampa" é termo de origem indígena e significa "região plana". Esta denominação, no entanto, corresponde somente a um dos tipos de campo, mais encontrado ao sul do Estado do Rio Grande do Sul, atingindo o Uruguai e a Argentina. Outros tipos, conhecidos como Campos do Alto da Serra, são encontrados em áreas de transição com o domínio de araucárias. Em outras áreas, encontram-se, ainda, campos de fisionomia semelhantes à da savana. Os povos deste bioma têm cultura característica e são responsáveis pela designação genérica de toda a população do Estado como "gaúchos".


(O Brasil que queremos – Assembléia Popular, Mutirão por um novo Brasil, Expressão Popular, 2006, pp.55-79)


 


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Lemas das Semanas do Migrante


 


1981 -  “Por que somos obrigados a sair de nossa terra?’


1982 – “Sair ou lutar?’


1983 – “Ai dos que planejam fazer o mal...apoderando-se das terras, roubam as casas dos pobres... A paciência do Senhor chegou ao fim”.


1984 – “Terra é vida. Resistir, não migrar e a terra partilhar’.


1985 – “Eu os plantarei em sua terra e não mais serão arrancados da terra que eu lhes dei”- disse Deus.


1986 – “Tomareis posse da terra e nela habitareis”.


1987 – “Devemos marchar e conquistar essa terra”.


1988 – “...construirão casas e as habitarão”.


1989 – “Vamos fincar o nosso pé e pelejar pra fazer a nossa história’.


1990 – “Mulher, reclama o que é teu’.


1991 – “Rosto sofrido, trabalho roubado”.


1992 – “Buscando saídas”.


1993 – “Onde morar?”.


1994 – “Abra a porta”.


1995 – “Gente é pra brilhar”.


1996 – “Refazer Caminhos”.


1997 – “Conquistar a Liberdade”.


1998 – “Quem sabe faz a hora”.


1999 – “Pão em todas as mesas”.


2000 – “Pátria é a terra que nos dá o pão”


2001 – “Escolha o caminho da vida”.


2002 – “Terra sem males, um mundo possível!”.


2003 – “Nossos pais nos contaram”.


2004  - “Água é vida não pode ser vendida”


2005 – “Mensageiros da Justiça e Paz”


2006 – “O mundo é nossa Pátria”


2007 – “Deus viu que tudo era muito bom”


 


 


 



 


 


 



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Ver Texto Base 
 
21º Semana do Migrante 2006
O mundo é nossa Pátria
Apresentaçao (*)
Ver Texto Base 
 
20º Semana do Migrante 2005
Migração, solidariedade e paz.
Apresentaçao (*)

Cara irmã, caro irmão migrante,
      Caros amigos e amigas dos migrantes, 
 
Estamos de novo diante da Semana do Migrante, na sua vigésima edição. Ela já faz parte de nossa tradição, e chega bem para nos ajudar na caminhada de cada ano.


Como sempre, em sintonia com a Campanha da Fraternidade, inserindo seu tema no contexto das migrações: "Migração, solidariedade e paz", com o bonito lema: "Mensageiros de justiça e de paz".


Vindo no meio do ano, a Semana do Migrante se apresenta como alento e reforço na caminhada. Para isto, ela recupera as motivações sempre válidas da Campanha da Fraternidade. Estas motivações são ampliadas e concretizadas,  no contexto vivido pelos migrantes, com os muitos apelos de fraternidade que suscitam.


Neste ano de 2005 temos motivos especiais de celebrar a Semana do Migrante.


Junto com o SPM, a Semana chega ao vigésimo ano, sinal de sua vitalidade e de sua sintonia com a ação pastoral da Igreja no Brasil.


O Fórum das Migrações, realizado em janeiro por ocasião do Fórum Social Mundial, ajudou a perceber a importância das migrações e o peso que elas têm na conjuntura mundial. Não se entende o mundo sem as migrações.


Que a Semana do Migrante possa recolher com proveito estas motivações, para que todos nos sintamos, junto com os migrantes, "mensageiros de justiça e de paz!"

D. Demétrio Valentini - Bispo de Jales
Presidente do SPM - Serviço Pastoral dos Migrantes
Ver Texto Base 
 
19º Semana do Migrante 2004
Água é vida, não pode ser vendida
Apresentaçao (*) Cara irmã, Caro irmão Migrante,

    Caras Amigas e Amigos dos Migrantes,


    Também neste ano, a Semana do Migrante acerta o passo com a Igreja e a Sociedade, assumindo o tema da Campanha da Fraternidade. Recolhendo as mesmas apreensões em torno da água, a Semana enfoca este grande assumo no contexto especial ligado aos migrantes. E nos convida a refletir sobre MIGRAÇÕES E ÁGUA, logo nos alertando para o nó da questão, enfatizando que ÁGUA É VIDA, NÃO PODE SER VENDIDA!


    Abraçando o mesmo tema da Campanha da Fraternidade, a Semana do Migrante possibilita alguns desdobramentos importantes desta questão que se apresenta como central para o novo milênio.


    Em primeiro lugar, ressaltando a estreita ligação que existe entre água e migrações. Se queremos retraçar o mapa das tantas andanças históricas que as migrações testemunham, percebemos como a água teceu o roteiro dos migrantes, que nunca podiam prescindir dela. Como símbolo desta verdade, basta conferir a angústia pela água nos caminhos do deserto, que o Êxodo descreve na Bíblia.


    Este binômio "água e migrações" revela o objetivo permanente das migrações, e a sua justificativa mais consistente. Quando dizemos que "Água é vida", entendemos o que move um povo a migrar. É a legítima busca da vida, que sempre está intimamente associada à água. Sem água não há vida. Na verdade, os migrantes sempre "vão buscar água", isto é, vão procurar condições de vida. Esta legitimação mais autêntica e permanente das migrações, e que nunca lhes pode ser negada.


    Mas o lema da Semana do Migrante bate na nota mais perspicaz e mais urgente da Campanha da Fraternidade deste ano, a inalienável dimensão pública da água.


    Por sua estreita ligação com a vida, a água precisa ser resguardada como patrimônio comum, como direito de rodos, como bem social que não pode ser apropriado para exploração mercantilista. A água não pode ser privatizada.


    A pior contaminação da água seria confiá-la à volúpia do lucro. E' urgente subtraí-la aos ditames do liberalismo, pois ele seria capaz de levar ao pé da letra a máxima que inspira seu ideário econômico: "Fiat questus et pereat mundus" - "haja lucro, e pereça o mundo". A exploração predatória dos recursos naturais pode levar este mundo à sua falência como sistema de vida. Contra esta postura, a Semana do Migrante  ergue seu brado de alerta: "Água é vida, não pode ser vendida!".


    O poder público não pode nunca se eximir de suas responsabilidades com a água. Ele precisa garantir sua preservação para disponibilizá-la, em primeiro lugar, para as necessidades vitais da população. Os migrantes têm os seus direitos de reivindicar, também em relação à água. E não se furtam do seu compromisso de se associarem à luta pela sua preservação, para que continue servindo à vida de todos.


    A Semana do Migrante coloca sua experiência a serviço destas causas importantes, que precisam ser assimiladas e expressas de maneira criativa, integrando-as nas ricas expressões culturais dos migrantes. Uma Semana, portanto, que nos convida a entrar de cheio em sua temática, como quem entra com disposição e alegria em águas abundantes e saudáveis, para nadar de braçada e sair revigorado para seguir em frente com saúde e energia.


    Uma boa Semana do Migrante para todos!

Dom Demétrio Valentini
Bispo de Jales e presidente do SPM
Ver Texto Base 
 
18º Semana do Migrante 2003
Nossos pais nos contaram.
Apresentaçao (*) Cara irmã, Caro irmão Migrante,

    Caras Amigas e Amigos dos Migrantes,



    Apresentamos o texto base da 18ª Semana do Migrante com o lema: "Nossos Pais nos Contaram" . Como acontece todos os anos, a Semana do Migrante aprofunda e dá continuidade à Campanha da Fraternidade da CNBB que este ano trata do Tema "A Fraternidade e Pessoas Idosas" tendo como lema " Vida, Dignidade e Esperança".


Há, hoje, no Brasil, cerca de quinze milhões de pessoas com mais de sessenta anos de idade e com uma expectativa de vida de sessenta e quatro anos para os homens e de setenta e um anos para as mulheres. Viver muito, e bem, é um direito e um sonho do ser humano. O sonho da vida nos vem do próprio Deus da Vida, nosso Criador. E em Jesus, Filho de Deus e nosso Irmão, temos também a promessa da Ressurreição e da Vida na Casa de Deus Pai. Mas é preciso criar condições de vida digna e feliz aqui na terra para que todos possam envelhecer com dignidade e com muito amor.


O Serviço Pastoral dos Migrantes soma-se à Campanha da Fraternidade da CNBB que, entre outros, pretende atingir os seguintes objetivos:



- conscientizar as pessoas e a sociedade no que diz respeito às responsabilidades em relação às pessoas idosas;
 


    - lutar para que as pessoas idosas conquistem, inclusive através de políticas públicas, direitos sociais e que sejam respeitadas;
 


    - preparar as pessoas para o envelhecimento, a fim de que a vida, em todas as idades, seja marcada pela dignidade e pela esperança.


 


Nesta Semana do Migrante, damos especial atenção às pessoas idosas migrantes e parentes de migrantes para que sejam acolhidos e valorizados; os que partem, no seu peregrinar e os que ficam, na sua labuta redobrada; e todos no que têm para nos contar!

Dom André de Witte
Bispo de Rui Barbosa - BA
Ver Texto Base 
 
17º Semana do Migrante 2002
Terra sem males, um mundo possível
Apresentaçao (*) Cara irmã, caro irmão migrante, caros amigos e amigas dos migrantes,

    Faz quase 4000 anos Abraão ouviu o chamado do Senhor: "Sai de tua terra, do meio de teus parentes, da casa de teu pai, e vai para a terra que eu te vou mostrar" (Gn 12,1).


    O sonho da "terra prometida", plantada no coração do primeiro patriarca do povo eleito, pôs a caminho o "Pai na fé", guiado pelo Deus da Aliança.


    Desde quantos milénios está no coração dos povos indígenas da América Latina o sonho da "Terra Sem Males"? Não tem livro sagrado que o revela mas a história vivida mostra o sonho presente e também esta parte da história humana não foge do plano de vida e salvação de Deus, Criador do universo e Pai de todos.


    Jesus de Nazaré, o Filho de Deus feito homem, veio "para que todos tenham vida e vida em abundância" (Jo 10,10). Esta esperança é marcada por características de eternidade, do Reino definitivo que vai além da nossa vida nesta terra, mas começa a se realizar, tem sementes i e raízes na terra de fartura "onde corre leite e mel", na "terra sem males" com vida digna agora, para todos, sem exclusão.


    O tema da CF, este ano "A Fraternidade e os Povos Indígenas", sempre é retomado na Semana do Migrante, com um acento próprio: A Migração e os Povos Indígenas. Mais do que estar nas terras que a eles pertenciam, o sonho da Terra Sem Males nos irmana com os povos indígenas. E de um modo particular os migrantes: o que os leva a não se conformar, a lutar, a sair da sua terra, é mais do que a necessidade e a falta de condições, é a esperança teimosa, a certeza da fé: um outro mundo é possível; podemos conquistar e construir uma "Terra Sem Males", a terra prometida.


Cara Irmã, Caro Irmão,


    Vamos partilhar o sonho e a esperança e participar da sua realização; vamos somar luzes e forças para construir uma sociedade justa e solidária, a serviço da vida e da esperança, nas diferentes culturas, a caminho do Reino Definitivo.


Em Cristo sempre,

D. André de Witte
Bispo de Rui Barbosa, BA - Presidente do SPM - Serviço Pastoral dos Migrantes
Ver Texto Base 
 
16º Semana do Migrante 2001
Escolha o caminho da vida
Apresentaçao (*) Em suas mãos está o texto-base da Semana do Migrante 2001. Com o lema "Escolha o caminho da vida" vamos, a partir da realidade dos migrantes, aprofundar e dar continuidade à Campanha da Fraternidade deste ano, que tratou a "Fraternidade e as Drogas" com o lema "Vida sim, Drogas não".

       "Droga! Mas que droga!" Quantos já ouviram ou usaram esta exclamação. Sempre para expressar algo negativo, algo que deu errado, uma decepção, um acidente, uma desgraça. Nossa reação espontânea - baseada na experiência e na sabedoria do povo - associa droga ao que é ruim, causa mal, é de morte.


       Totalmente oposta é a reação quando festejamos mais um ano de vida, um jubileu, o padroeiro da comunidade. Então ressoa o alegre Viva! Viva a vida!


      "Escolhe a vida" diz o Deus da Aliança. (Dt 30,19). Migrantes pelas estradas da vida queremos corresponder à confiança d'Ele recebida e fazermos desta Palavra lema para nossa caminhada.


      Faço votos de que o Texto-Base seja útil nos grupos de base, nas pastorais, nos conselhos e, principalmente, que sirva de subsídio para a elaboração de materiais adequados à sua região, para a Semana do Migrante.


      Diante da situação em que vivem tantas pessoas atingidas pelo problema das drogas, continuemos a reflexão e levemos adiante os compromissos de ação solidária, de apoio e recuperação das vítimas e, sobretudo, de prevenção, escolhendo e apresentando com fé os verdadeiros valores da vida.


Promovendo e defendendo a vida dos migrantes, temos a esperança de que um dia ouviremos: "Vinde benditos de meu Pai, porque Eu era estrangeiro e vocês me acolheram" (Mt. 25,35).

Dom André de Witte
Bispo de Ruy Barbosa - BA e Presidente do SPM
Ver Texto Base 
 
15º Semana do Migrante 2000
Pátria é a terra que nos dá o pão
Apresentaçao (*)
Ver Texto Base 
 
14º Semana do Migrante 1999
Pão em todas as mesas
Apresentaçao (*)
Ver Texto Base 
 
13º Semana do Migrante 1998
Quem sabe faz a hora.
Apresentaçao (*)
Ver Texto Base 
 

 


 

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